terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

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Meu Ser Evaporei na Luta Insana { Bocage, in 'Rimas' }

 
 
 
Meu ser evaporei na luta insana
Do tropel de paixões que me arrastava:
Ah! cego eu cria, ah! mísero eu sonhava
Em mim quasi imortal a essência humana!

De que inúmeros sóis a mente ufana
Existência falaz me não dourava!
Mas eis sucumbe Natureza escrava
Ao mal, que a vida em sua origem dana.

Prazeres, sócios meus, e meus tiranos!
Esta alma, que sedenta em si não coube,
No abismo vos sumiu dos desenganos

Deus, ó Deus!... quando a morte a luz me roube,
Ganhe um momento o que perderam anos,
Saiba morrer o que viver não soube.

2 comentários:

  1. Olá, tudo bem?
    Olha eu aqui de novo, adoro poemas, acho eles as vezes tão profundo. sabe me faz pensar!!

    beijo,
    @maahmusic
    www.maahmusic.com

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  2. Uauuu!!!! ficou demais.
    A mente, o corpo, o próprio ser, mostra-se fraco diante da vasta opção de prazeres, paixões e desejos. Talvez até indignos da pureza da vida...talvez a morte possa compensar o tempo que desperdiçamos aqui, em um lugar melhor...!

    http://www.virtualparadisee.blogspot.com.br/
    Abraço!

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