O Amor

segunda-feira, 18 de junho de 2018


O amor é sublime a todas as paixões,
superior a todo medo,
meticulosamente transcendente.
É a mais perfeita razão,
etéreo em eternidade,
O Eterno:
Amor não se sente,
se vive.

O Abismo

quinta-feira, 31 de maio de 2018



Carrego comigo as fendas da minha cruzada, a cruz da minh'alma.
Talvez seja erro sonhar de mais, o passado é tão distante quanto o presente inútil.
Fútil, sim! Vejo teus olhos nas estrelas que sigo. Mesmo sendo dia sei que estão lá. Acendem minh'alma quando preciso, é a perfeita distancia entre o sofismo e o abismo.
Trágicas lágrimas de todas as noites do verão.

Luzes

sábado, 26 de maio de 2018



Tudo é tão vazio e gélido, exatamente sem dor, sem amor, sem calor.
São luzes que cintilam, espaços e almas, a aquarela noturna da solidão.
Canção estridente, irritante, mera voz do passado resistindo a escutar o futuro.
Nem sempre se perde ou nem sempre se ganha.
Nem tudo é tão longe quanto se imagina, nem tão perto quanto se pensa.

Raroefeito

quarta-feira, 9 de maio de 2018




Eis que é isto, respirei muito ar rarefeito. Com sorte sobrou lucidez em meus pulmões. Bradei em alta voz... Um suspiro de dor. O suficiente para a queda livre terminar. "Impossível!" Esta era a minha reação em terra firme, tudo passou tão rápido, em segundos. Acabara de passar a vida inteira. Tudo dolorido, as vezes sorridente, porém, ainda dolorido. As vezes muito distante, não obstante, o perto era o nada. Agora que há terra entre meus dedos, me pergunto, sonho ou pesadelo? Sabe... O que espero realmente é que as nuvens sejam feitas de algodão, de preferência doce. Quem sabe na queda eu tenha quicado numa delas? Talvez eu saiba voar como nuvem, ou realmente ter aprendido o que na vida é doce.

Voo Irreflexo

segunda-feira, 23 de abril de 2018



Viajava eu nessa transitividade, loucura iminente, atemporalidade do ser, entre a tua razão e a minha insensatez, de miragens que vi. Paradoxal tempo dos afobados, escuro é o tempo, claro é a luz, de olhos negros minguados, lavado a alma, de paz, de tudo que fiz, de tudo que vi. Embainhei e corri, cruzamento de vias, o peso das almas, do espirito, do meu ser. Gritei de loucura, transpirando forças. Relatividades e mais, entre o carrocel e o parque, vida esta que deixei, abandonei, preferi observar o tempo em si, preferi voar, só pra não cair.

O cais II

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Leia também: O Cais
Foto: Lidiane Dias

Se passaram 3 meses desde que deixei o cais. A minha única certeza é que nunca deveria ter saído de lá. Tenho saudade da madeira molhada, o calor, daquele seu abraço. Sigo relutante dia após dia para não esquecer do teu rosto. O cais está distante agora, seus pés parecem não tocar mais a água, a noite não há mais sua voz e de dia nem seus sorrisos. Tenho agora a dor, a tristeza e a solidão: Em memória choro no teu abraço, me desespero pelo teu sorriso. Que infelicidade cometi! Parti ambos corações ao meio, dor tempestuosa em meio a tempestade, me perdoe! Me restam agora, apenas o amor e a fé inabalável, a fé de que se passem 3 anos e eu não me perca, a fé que me encontre em suas memórias, a fé que te verei outra vez. Pois sei, sei que o cais nos aguarda para sorrirmos outra vez.

Quando o poema mata o poeta

quarta-feira, 4 de abril de 2018


O poema dizia
Se iria, faria ou retornaria
Não obstante, se ouviria
Tudo estava tão perto
O afeto, correto, incerto
Tão distante, mas aberto
O poeta sempre a contrapôr
 A flor, a dor, o amor
É brilhante, onde recompôr

O poeta dizia
 A morte, o escárnio e o resplendor
O mundo, a morte e o rancor
A vida, o corte, e o terror

A vida dizia
Águas densas onde se afogam a dor
Ou se nada, ou mergulha em dessabor
A chama que arde é a que mata
E morrendo o poeta se esconde o amor
Escrevendo, a vi
da numa ata

Porta

quarta-feira, 28 de março de 2018




Feia e torta,
são palavras,
espada que corta.
Primeira página
é só bater na porta.

Alforria

quarta-feira, 21 de março de 2018




O tempo passara depressa, mas enfim, logo estávamos apontando na reta, indo a caminho da liberdade, liberdade que ainda haveremos de descobrir , ninguém se dava conta realmente do que se esperava, a visão de lá é inigualável, é tão única, que se é possível tê-la apenas uma vez na vida, acredito eu que todos ali queriam fazer isso mais vezes, todos queriam voltar no passado e sentir tudo aquilo de novo, mistura de dor e felicidade, acredito eu que tenha alguma alma penada que não seja de acordo com isto, nem se quer o mais incrédulo dos poderes "místicos" daquele lugar . Já eu, eu não sabia nem o que estava sentindo, sentia tudo e mais um pouco, eu via um dia quase fúnebre em meio a tantos sorrisos. O coração palpitava mais que nunca, mas finalmente estava lá, descendo aquela avenida, a marchadas largas, ouvindo o soar do bumbo, sentindo o sangue correr, vendo as pessoas nos olharem nos olhos, e nos aplaudirem, a gritarem e festejarem, enfim tomei-me por lúcido, lembrei que ao menos naquele momento eu tinha que ser perfeito nos movimentos, pela ultima vez.



texto perdido entre os rascunhos de 2013/2014

Lágrimas

quarta-feira, 14 de março de 2018




O que seria a dor perto do que sinto?
Morte com grande afinco?
Um turbilhão de sentimentos,
desfaleço, esmoreço
desacredito dos meus feitos
e é lá pelas montanhas que adormeço.
Onde a dor não tem vez,
onde nada acaba,
onde tudo é irrelevante,
inclusive,
minha pequenez.

Pensamentos Irreais